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sexta-feira, junho 21, 2019

Ele não consegue entender como alguém que diz amá-lo, o trata com com tanto desdém.
Ele para e pensa: "Capaz que o sentimento dito seja apenas mentira, pois não é demonstrado."
Ele tenta abraça-la, ela se retrai, foge.
Ele tenta beijá-la, ela balbucia algo como hum(não)... ou simplesmente não deixa.
Ele sorrindo vai fazer carinho na amada e quando tenta afaga-la 
Ela revira os olhos...
Mais uma negativa recebida.

Ele tem certeza que não fez nada para que fosse tão rejeitado.

Por hoje ele sente que não dá mais, vai para um canto qualquer e sente dor.
Pode sentir como que uma mão apertando seu coração e ao mesmo tempo tirando seu ar.
Pensa a respeito, imagina que para ela não seja fácil lidar com alguém tão diferente de si.
Que ela possa ter sofrido por amor e não consiga mais se entregar.
Que não sabe dar carinho, pois não foi acostumada a ganhar.

Todavia, ele é uma pessoa diferente, ele é o presente, ele é uma nova oportunidade de viver
É outro alguém.

Talvez uma conversa resolva, ele pensa.

E depois de uns dias de tentativas frustadas de dar e receber afago, tenta uma conversa.
Ele aproveita que sua amada está em um lugar afastado de todos e inicia sua súplica.
Ele diz que a ama, mas que está difícil conseguir dar carinho, pois ela não permite.
Ele diz que não está conseguindo mais ficar e que seu coração está sendo machucado.
Ele diz que precisa de carinho, pois apesar dela dizer que o ama, suas palavras não substituem atos.
Ele pergunta o que pode fazer para ajudá-la a conseguir se libertar e quem sabe ser mais carinhosa.
Ela apenas responde "Não sei!"...
Mais uma vez ele não sabe o que fazer.

Ele pensa em ir embora, deixá-la com seus conflitos, pois nenhum deles é culpa dele.

Mas apesar de esconder o coração doído, a vontade de chorar e a terrível falta de ar,
Sempre no outro dia e em outro momento volta e reinicia sua tentativa de dar e receber amor.
Afaga os cabelos dela, sorri para ela, faz carinho em seu rosto e diz a ela o quanto ela é linda.
A elogia, a incentiva a viver, a se entregar, a conversar sobre seus sentimentos... a amar.
Ela não sabe o que fazer para agradá-lo, senti-se estranha ao demonstrar o mais simples gesto.

Talvez se ela demonstrasse, ele não pensaria em ir embora. Ele a ama, mas todo dia a dor o faz querer desistir e nunca mais voltar.

Ele pensa em o quanto é triste estar sozinho estando acompanhado...

20.05.19

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Amor Louco Amor

E tudo apareceu de uma hora para outra e tudo aconteceu tão rápido. Você veio e me disse coisas duras e  me rasgou por dentro, me fazendo cair em pedaços no chão. Me derramei em lágrimas e meu pranto enchargou minha face. Era dor o que eu sentia, queria falar e não podia, você também não iria me escutar e não me escutou... Apenas gritou, berrou aos quatro ventos a sua verdade e por nenhum momento quis me escutar de verdade, mesmo quando dizia: "Me explica!", olhou em meus olhos antes que eu dissesse qualquer palavra e sem mais pausa, disse: "Não adianta, você pode dizer qualquer coisa, eu tenho a minha verdade e você tem a sua! Eu acredito nisso e você não me fará mudar de idéia!" então me perguntei o que fazer, lembrei que um silêncio vale mais que mil palavras, chegaria o melhor momento de mostrar minhas razões e porquês. Depois de tudo o que me disse, não via mais solução para tais feridas, mas mais uma vez você me engana e me diz que o amor é louco e não tem explicações para o que sente, que sentir o que você sentiu é horrível, mais viver sem mim seria muito pior.

Me pede para te acompanhar, vou todo o caminho refletindo como tudo foi tão louco, minutos atrás estávamos em um clima tão pesado quanto um céu cheio de nuvens pretas carregadas e agora você me conta sua vida, como se nada tivesse acontecido, olho pra você e digo:"Você é louco! Você me deixa confusa..." Ao ver seu silêncio sinto que chegou a minha vez, a hora dos porquês. Te falo tudo um por um e esclareço mais uma vez tudo o que me questionou, te lembrando ser dúvidas passadas, que deveriam ter sido esquecidas e enterradas, rancor destrói um coração e nesse caso dois, o seu e o meu, que não suportaria mais discussões por fatos passados e rancores que fica remoendo.

Na volta para minha casa, penso: "Ficar sem você iria doer, você me fez sangrar, chorar, morrer sem ar por alguns incontáveis minutos e eu sei que poderiam se passar dois, três anos, para curar essa dor, mas eu iria passar por ela, Já tive essa experiência algumas vezes, e sobrevivi, aprenderia com mais essa experiência e iria fazer diferente na próxima vez. Passaria novamente pelas música, filmes, sabores, poemas e cheiros que me lembrariam você, "nós". Até um dia não sentir a dor, ver a marca, mas não me lembrar dos sentimentos e emoções que a criaram. Passaria sim, mas é tão bom ter você louco, inconstante, confuso e amante ao meu lado, e minha noite agora se torna mais fácil, agora não estou tentando te esquecer e pedindo a minha cabeça para deletar tudo e me deixar seguir sozinha, com o sofrimento do fim, estou aqui lembrando como é bom ser amigo e ser amor, ser louco, ser idiota por um momento e viver a vida intensamente sabendo que ninguém é perfeito... "

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Salvo pela gentileza...

Gentileza... E ainda tem pessoas que acham que isso não faz diferença.
 
Salvo pela gentileza
Conta-se uma história de um empregado em um frigorífico da Noruega.
Certo dia ao término do trabalho foi inspecionar a câmara frigorífica. Inexplicavelmente, a porta se fechou e ele ficou preso dentro da câmara. Bateu na porta com força, gritou por socorro, mas ninguém o ouviu, todos já haviam saído para suas casas e era impossível que alguém pudesse escutá-lo.

Já estava quase cinco horas preso, debilitado com a temperatura insuportável. De repente a porta se abriu e o vigia entrou na câmara e o resgatou com vida. Depois de salvar a vida do homem, perguntaram ao vigia:
Porque foi abrir a porta da câmara se isto não fazia parte da sua rotina de trabalho?.
Ele explicou: Trabalho nesta empresa há 35 anos, centenas de empregados entram e saem aqui todos os dias e VOCÊ é o único que me cumprimenta ao chegar pela manhã e se despede de mim, ao sair. 

Hoje, pela manhã, disse “Bom dia”, quando chegou. Entretanto, não se despediu de mim na hora da saída. Imaginei que poderia ter-lhe acontecido algo. Por isto o procurei e o encontrei.
Pergunta: Será que você seria salvo?
Um BOM DIA para você!
CRYS LIRA - VIVENDO...

domingo, julho 03, 2011

CONTO: SUPOSTO ASSALTO

 Era noite e todos os estudantes estavam se despedindo do seu aprendizado. Andréia nesse momento seguia o caminho de casa, ainda teria de andar uns dez minutos até encontrar sua moradia, e vinha ela pelas vielas más iluminadas do pequeno bairro, poucas casas ao seu lado e pode ver o descaso da prefeitura, que deixa as ruas serem tomadas pelo matagal crescente. Naquela via escura e comprida ouve-se o barulho de um motor nesse momento Andréia olha para trás e vê a moto com dois caras que passam e param a alguns metros a frente, ela pensa em fingir esta chegando a sua casa, mas naquele momento as poucas casas já haviam passado. Andréia escuta os dois homens conversarem sobre estarem na rua errada e pensa no pior.
  
 Ela tentou fazer uma ligação, mas não conseguiu e ao se aproximar mais do lugar onde estavam os rapazes um deles desce da moto e pede o celular que ela tem em mãos, o gesto que o rapaz fez com a mão dentro da blusa fingindo ser uma arma à revolta e de maneira súbita ela diz “NÃO” o rapaz tenta puxar o celular de sua mão e ela não entrega e nisto ficam alguns minutos até ela enfiar as unhas em sua garganta, o ladrão estava de capacete e esta foi a única reação que teve. Nesse momento o meliante começa estapeá-la com toda a força chamando-a de vagabunda, o rosto de Andréia fica vermelho de tanto apanhar, então diz a ele: - “VAGABUNDA? SE NÃO ME SOLTAR VOU GRITAR”, o outro rapaz na moto não levanta  e nem vem ajudar o comparsa simplesmente fica olhando, ainda bem, pois Andréia corria o risco de ser espancada e estuprada ali perto de casa, e ninguém poderia ajudá-la.
  
 Ao dizer que gritaria o ladrão intensificou os bofetões, então Andréia começa a gritar por “SOCORRO, SOCORRO, SOCORRO...” os meliantes vendo que havia uma casa alguns metros a frente e que com certeza alguém poderia tê-la escutado deixam Andréia, ela anda em direção a moradia a frente, de dentro saem algumas pessoas perguntando-lhe se estava bem e o que acontecerá, nesse momento ela começa a chorar e explica que tentaram assaltá-la, perguntam se lhe roubaram a bolsa, Andréia diz que não que queriam seu celular, mas que não o entregou, ela pede desculpa por estar chorando de nervoso, os moradores se oferecem para deixá-la em casa, mas Andréia que mora somente a algumas ruas diz que pode ir sozinha.
  
Ao chegar em casa conta a sua mãe e irmã o acontecido que ficam pasmas ao saber que havia contrariado o ladrão, enfim, Andréia está bem apesar do acontecido, o melhor de tudo é que Andréia está viva, sempre que passar por aquela rua se lembrará do ocorrido, a rua em que o pior poderia ter acontecido...


CRYS LIRA - VIVENDO...

quinta-feira, junho 09, 2011

CONTO: SOLIDÃO A TRÊS...


Ela para em frente à lua, ou será a lua que parou em frente a ela?

Ela olha a grande lua e nela não vê o amor dos amantes, ou a doçura da bela noite, não, ela não vê nada disso, a única coisa que pode enxergar é a solidão. A dor a consome, pois a muito a lua foi para ela doce menina, não carrasca imperdoável.

Ela já olhou a noite com sorrisos nos lábios, com um calor no coração e no corpo inteiro, agora sente frio e dor e tem consigo a lembrança que mais lhe marcou, a lembrança de ter sido deixada no cume da lua, sim a lua estava lá presenciando o “não” que a meiga moça recebera de quem mais amava, e agora nem aquela gigante e intensa moradora dos céus reconhece a mulher amarga que a comtempla, nem a mulher vê com olhos de amor a dominadora das noites. Porém toda a noite as duas tem um encontro no mesmo lugar, na rua, na mesma rua.

A mulher pega o seu banquinho e senta em frente sua casa a relembrar os afáveis momentos com seu ex-amor e a chorar suas angústias olhando para sua algoz. Ambas tentam encontrar uma na outra o que se perdeu. As duas tem uma grande ligação e não se deixam mais, tem como expectadora a simples, incógnita e vivida rua, que nesse momento recebe o nome de rua da amargura...

E todos os dias quando uma aparece no céu, a outra vem sentar à rua e outra a observar as duas... a mulher, a lua e a rua.


CRYS LIRA - VIVENDO...

domingo, março 13, 2011

CONTO: ELA E SEUS PENSAMENTOS...

Ela entra e dá o seu melhor sorriso e diz o seu melhor bom dia... Coitada iludida pensando
Que seu sorriso será retribuído, achando que todos iriam recepciona-la de maneira igual.
E então lhes dão um grosso e grave quase morto: bom dia.
Como se dissessem: Bom dia?! Mas o que tem de bom?!
Depois de um dia cansativo no trabalho, e de ser menosprezada por seus colegas,
Ela chega a sua casa mergulha nos pensamentos do dia e
Começa a escrever como se lá estivesse:


“Sabe quando você fala com a pessoa e ela não te dá à mínima?
E isso que acontece aqui.
Você é simpática, fala com todos, cumprimenta à todos.
Mas sabe que não é bem recebida.
Alguns te sorrir, outros ficam te olhando dos pés a cabeça
Como se você fosse um tipo de bicho estranho.
Uma “coisa” inédita no mundo.


Sim sou inédita porque não há ninguém igual a mim no mundo,
Porém isto não significa que não sou gente, que não se pode chegar perto.
Não sou uma doença contagiosa. Não sou uma doença.
É sempre o famoso Pré-Conceito que as pessoas têm de você.
A dura avaliação antes do verdadeiro conhecimento.
É desprezar o desconhecido sem ao menos descobri-lo,
Sem se dá o trabalho de conhecê-lo a fundo.


Com o tempo as barreiras vão caindo,
E conceitos vão sendo ultrapassados,
Tudo é questão de tempo, uma doença contagiosa
Tem cura. Por que um conceito errôneo não teria?
Sei que não vou deixar de ser eu mesma, se tiver
Vontade de sorrir irei sorrir sem ligar para cara feia
ou opinião alheia... ”


Após escrever, os pensamentos sobre tudo o que aconteceu se vão.
O alívio imediato, agora sente que pode dormir sossegada.
Mas até quando podemos sorrir para quem nos despreza?
Ser o que somos com tudo que nos afeta?
Deixamos de ser aquilo que somos pela mudança de ambiente?
Deixar de sorrir seria falsidade? Ela estaria se contradizendo ou se adaptando?
Agora acho que quem não vai dormir por excesso de pensamentos sou eu...


E você o que pensa disso?








CRYS LIRA - VIVENDO...

quinta-feira, março 03, 2011

CONTO: ELES E A MONTANHA RUSSA.




Era noite, durante um passeio ao circo,
Ele iria andar na montanha russa e estava na fila
Esperando sua vez.
Por fim ela passou e sem querer o viu...
Em um lugar com tanta gente
Por que ela tinha que vê-lo?
Aquilo seria inevitável?
No momento que passará com sua pipoca em mãos,
Olhou-o nos olhos mas, não o reconheceu
Então, da mesma forma não o viu realmente.
Pelo menos foi assim que reagiu,
Como se nunca o tivesse visto antes
Ela sabia que foi reconhecida,
Mas da mesma forma que reagiu,
Aquele a quem o olhar foi dirigido
Assim o fez também.
A única e súbita reação que se pode ver
Foi a dele, mostrando-a para a amiga
Que estava ao lado.
Não se sabe o que foi sentido e
Não se sabe o que seria dito,
Se eles tivessem se reconhecido.
Assim, ela passa sem olhar para trás.
Ele fica esperando na fila, sua vez
Na montanha russa.

Ambos não estão pensando que a vida
É uma montanha russa, com todos
Os altos e baixos.
Como eles, justo os dois não mais
se reconhecem, depois de juntos
Terem andando tanto nessa montanha russa?
Que é a vida.
Não se sabe como isto acontece.
Porém lá vai ela com sua pipoca,
e ele fica com o bilhete, a montanha russa
continua a andar... e a vida também.


sexta-feira, novembro 12, 2010

Desilusão

Ele morreu, foi morto em um grave acidente.
Não foi um carro que virou , uma casa que caiu
Mas, um coração que mudou  de direção e
Desmoronou em cima de Arthur.

Arthur simplesmente não existe mais.
Uma mulher o matou.
Uma mulher decidida a não mais morrer por ele,
Se alguém tem que morrer aqui esse alguém
É Arthur, disse ela.

Então ela o matou.
Com sua raiva e ódio
Por  atitudes e omissões dele
Pelo seu desamor e abandono
Pelo falso amor e loucura.
Por achar-se um rei.
E achá-la a pior das meretrizes.

Ela o fez pois descobriu que ele não era quem dizia ser.
Nem ao menos era o que se mostrava.
Será que esse alguém existia de fato.
Joana vivia ao lado de seu antagonista
Que representava o ato de amá-la,
Com falas metricamente elaboradas.

Ao pensar em tais falas sentiu mais raiva
De si mesma por sua ignorância.
Naquele momento para Joana, Athur morreu...
Não existia mais.
Ela segurou uma faca de desamor
E cravou em seu próprio coração.
Viu em sua frente seu sangue correr
Como se fosse o dele.

Fez o funeral.
Chorou por dias infundados,
Mas um dia as lágrimas acabaram.
Simplesmente secaram.
Para quê chorar por alguém que a queria ver morta
Foi melhor assim, pensou.
Para ele não há mais coração.
Não o dela.

Alguém pode explicar?

Ele a ama e não consegue dizer,
Ele a deseja, mas não a quer desejar
A  todo o momento só  consegue pensar nela,
Sentir seu cheiro, sua pele   
E o gosto dos seus beijos...
Ele a tem como inspiração e não consegue deixá-la,
Pois sem ela não pode viver.
Ele apenas a ama.

Ele via as lágrimas dela correr pelo rosto
Ao pensar em separação.
Ele jurou ser para sempre, mas nunca estava realmente
Presente lá nem no hoje.
Ele lia e via a verdade dita nos olhos dela, mas não conseguia acreditar.
Ele só sabia que não a amava, não como agora.
Ele apenas a jogou fora como um monte de papéis de cartas velhas...

Ele por várias vezes tentou acreditar que não a queria
Tentou não, acreditava.
Humilhou-a, desprezou-a quis se envolver com outras estando com ela,
Acreditava que não a amava e que ela não era a mulher certa pra ele,
Pensava ter que chegar ao absurdo de desenhar para ela entender...

Um dia chegou a dizer que a amava,
E ela tonta de amor acreditou.
Mas ele dizia que a amava da boca pra fora pois, tudo não passava de uma mentira.
Que ele mesmo por alguns instantes quis acreditar...

Ela cansada de sofrer e de chorar por amar alguém que não a amava,
Por tentar diversas vezes o fazer abrir os olhos para enxergá-la
Ver que ela estava lá...

Após tentar diversas vezes reconciliar o amor e ele a negar,
Dizer que ela  não o escutava, não via os trejeitos
e o que estava em sua frente.
Que ele não a queria...
Ele dizia que ela era teimosa e que não iria dar certo.
Que a amava por amor ao amor dela, mas não sabia
Se o que sentia era amor por ela.

Ela cansada de lutar, por alguém que não a queria
Entendeu por fim que ele não a amava.
Resolveu então entre lágrimas, dores, martírios d'alma, se entregar,
Se entregar ao não.
Ela decidiu não o querer mais, ela tomou essa dura decisão.
Encontrar alguém que a amasse.
E isso não foi fácil para ela que sempre a ele jurou amor eterno.
Enfim depois de tempos de luta consigo mesma
Encontrou outro alguém...
Esse alguém a fez esquecer as dores e a acolheu no sofrimento
E com esse alguém ela se casará amanhã...

Após ela ir embora o outro descobre que a ama que sempre a amou e que ela estava mentindo, não ele...
Ela olha para si e pensa: Alguém pode explicar?

quarta-feira, novembro 03, 2010

ELA


E ela estava lá mais uma vez sozinha. E daí?Qual era a novidade?
“- Sem querer nada querer
Sem estar aqui mesmo estando
E tudo aquilo que se vive,
Realmente se está vivendo?
Apenas o que existe, não sabe se é real.
Apenas sente um vazio dentro do peito.

O que será que falta para ela.
Se alguém souber, por favor, diga, grite, e a procure imediatamente.
Ela já não sabe mais o que fazer, por aonde ir.
Agora só se sente só. Dissonante não? Talvez.
Ela quer sair pelo mundo sem compromissos
E andar descalça pela rua tomando a primeira chuva do verão.
Sentir o perfume das flores,
Olhar o sol se pôr por detrás das montanhas,
Vislumbrar a lua cheia a brilhar no escuro céu
 Ver mais uma vez
A beleza das borboletas
Que não virá desde sua infância!
Ela só quer viver...

E como se vive? Qual o jeito certo de se viver?
Existe uma receita?  Sim ela tinha e seguia uma.
Acreditava que vivia...
Mas o que é viver sem poder realizar seus sonhos?
Alcançar seus objetivos.
Quais seriam seus objetivos? Eles são certos?
São certos para serem seguidos? A levarão a um lugar seguro?
Quantas e quantas dúvidas perpassam por sua cabeça.
-- Meu Deus eu quero viver!
Um grito ecoa de dentro dela, de alguma forma já tinha morrido,
Mas não sabe em que parte de sua vida isso aconteceu!
Aonde foi parar a sua alma? Ela a vendeu a alguém?
Acreditou tantas vezes que su‘alma estava lá
No entanto não;
 A alma ainda anda vagando pelos cantos procurando... Procurando

Ajudem ela encontrar sua dona. Sua dona  é um ser humano, e só quer
Se livrar do nada, viver, sorrir, ser feliz...
Se alguém encontrou o caminho da felicidade, não deixou o mapa,
Não passou esse conhecimento a ninguém.
“Precisa-se de uma carta de alforria”
Para se livrar da cadeia que se submete a vida e a alma.

sexta-feira, julho 09, 2010

OS LAÇOS

  
   Noite fria, deito em minha cama e tento sentir-me aquecida por um cobertor. Em súbito ato paro a observar os laços dos presentes que recebi. Aprofundo-me naquela imagem e medito seu sentido em mim. Como este pequeno arranjo é curioso, simples e belo. E tem um sentido real na vida, uma linda fita que dá voltas, se enrosca e que apesar de parecer ser seu fim se embolar toda, isto não acontece. Apenas constrói seu caminho e no fim tornam-se linda e deslumbrante num fascinante enlace. Brilhante, revirante, circular e totalmente vivente.


   Dá voltas assim com um abraço que ao encontrar o corpo de quem ama, o cerca com carinho. E na vida tudo se envolve em laços, passos e abraços, laços dos buquês que romanticamente os apaixonados dão as sua amadas, como se esse laços em forma de presente fossem no momento abraços, laços nos cabelos das meninas e no vestido da menina-mulher. E quando todos se desenlaçam, escorregam devagar e se desmarcam desfazendo assim o abraço.
  
   É deste jeito no amor, na amizade e em todo o sentimento. Neles o laço também se enrosca segura por algum tempo, e como fruto do destino se desfaz a qualquer momento, mas não se esquece de deixar as duas pontas livres. E como tudo se envolve em laços, dizemos ter laços de amizade, de amor, de fidelidade, de afeto... E quando brigamos apenas podemos dizer: “os laços foram rompidos, quebrados”, saindo assim às duas partes cada uma para um lado, sem perder nenhum pedaço. É assim quando se ama não se pode prender, amarrar, apertar, escravizar, sufocar, e fazemos tanto isso. Desenlaces, apenas erros, que são essenciais para a construção de nossa vida e aprendizagem. Os laços não se desfazem, são eternos, e mesmo se forem desfeitos há uma fita que os simboliza, da oportunidade do recomeço, laços não são erros, são esperanças, e como no amor, apesar de amarrotados sobrevivem. Eles sempre são laços. Então penso: “apenas ame, lace e abrace”.
  
   A noite passou... São quatro da manhã, preciso dormir. Essas madrugadas têm sido tão geladas. Depois de muito tempo olhando para o laço e pensando nos motivos que nos uni, vi que eles são lindos, são todos os sentimentos, é um laço grande, bonito, brilhante, colorido e maravilhoso. É tão belo... Que, me dói pensar em pegar uma tesoura e cortá-lo. Para quê? Se me envolve tanto como em um abraço. Nessa hora penso que esse laço poderia ser sim esse real abraço. Adormeço, amanhã te declaro meu amor e revivo mais uma vez todos os nossos sentimentos, os laços.

Bruno, uma nova vida.


 UM DIA DISTANTE TIVE UM SONHO, CONSEGUIA SALVAR A VIDA DE UM MENINO,BRUNO, NÃO SEI POR QUE O CAHAMAVA ASSIM, MAS NÃO CONSIGO ESQUECER SEU NOME E O AMOR QUE TINHA POR ELE, QUE FOI POR UM MOMENTO MEU FILHO.E LUGAR DO QUAL FALO A SEGUIR É UMA REALIDADE, CHATA E FEIA, NÃO DIREI ONDE É, MAS QUEM ME CONHECE SABE...RSRSRS.

Em um dia qualquer, de qualquer ano, em qualquer estação, sim, tanto faz já que aqui o tempo para a população é sempre o mesmo e as estações não obedecem à natureza, pelo menos aqui em Santana. Lugarzinho pobre, sem saneamento básico, distante da cidade grande e chamado pelo povo da cidade de zona rural, nada tem aqui que alguém possa se divertir, diversão aqui pra quem gosta são os botecos em cada esquina. Os irmãos católicos e “crentes” freqüentam suas igrejas, as duas únicas que aqui existem, também há uma padaria ou pelo menos o que deveria ser uma. Aqui tudo fica esquecido e escondido, atrás da BR, pouca gente sabe que desse lado existe gente, quando o povo vai a algum hospital, distante é claro, e informa o endereço a atendente sempre tem que perguntar: - Ãh, aonde mesmo que você mora?

E neste mesmo lugar, ali, bem ali mesmo, na beira de uma estrada, de fato em uma BR cercada pelo mato, lá no meio daquela movimentada BR estava ele. Bruno, inocente, confuso, mulato, alguns meses, olhos mirando alguém que partia. Mirando sua mãe que ali o deixará a pouco tempo. Mulher magra, branca marcada por sol, desgrenhada. Com aquela feição perturbadora algumas pessoas a viram, (não sei o porquê de estarem ali, pois não é freqüente alguém passar naquele lugar, ainda mais em dia de sol a pino) e ouviram-na dizer raivosamente: - Esse muleque só serve pra dá trabalho, não sei por que tive essa praga, merda de infeliz! Jogando a criança naquela estrada quente. Seu olhar de raiva ao deixar Bruno ali... Ela queria realmente por um fim em tudo.

Naquele instante duas mulheres se aproximaram da BR e vindo ao encontro de Bruno vários carros, uma das mulheres ao ver o menino correu imediatamente para socorrê-lo e como que quisesse fazer milagre, o toma pelos braços arrancando-o daquela estrada e da feroz capota do carro que estava a mínimos metros dele. Não pode e não consegue dizer nada, apenas seu coração fala ao pulsar forte e incessantemente, parecendo querer fugir do peito e abandoná-la. Com grande emoção ela abraça e afaga Bruno, apertando-o contra o peito, entre beijos e múltiplos sinais de afeto. 
FOI UM SONHO MEU...