sexta-feira, novembro 12, 2010

Desilusão

Ele morreu, foi morto em um grave acidente.
Não foi um carro que virou , uma casa que caiu
Mas, um coração que mudou  de direção e
Desmoronou em cima de Arthur.

Arthur simplesmente não existe mais.
Uma mulher o matou.
Uma mulher decidida a não mais morrer por ele,
Se alguém tem que morrer aqui esse alguém
É Arthur, disse ela.

Então ela o matou.
Com sua raiva e ódio
Por  atitudes e omissões dele
Pelo seu desamor e abandono
Pelo falso amor e loucura.
Por achar-se um rei.
E achá-la a pior das meretrizes.

Ela o fez pois descobriu que ele não era quem dizia ser.
Nem ao menos era o que se mostrava.
Será que esse alguém existia de fato.
Joana vivia ao lado de seu antagonista
Que representava o ato de amá-la,
Com falas metricamente elaboradas.

Ao pensar em tais falas sentiu mais raiva
De si mesma por sua ignorância.
Naquele momento para Joana, Athur morreu...
Não existia mais.
Ela segurou uma faca de desamor
E cravou em seu próprio coração.
Viu em sua frente seu sangue correr
Como se fosse o dele.

Fez o funeral.
Chorou por dias infundados,
Mas um dia as lágrimas acabaram.
Simplesmente secaram.
Para quê chorar por alguém que a queria ver morta
Foi melhor assim, pensou.
Para ele não há mais coração.
Não o dela.

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