quarta-feira, novembro 03, 2010

ELA


E ela estava lá mais uma vez sozinha. E daí?Qual era a novidade?
“- Sem querer nada querer
Sem estar aqui mesmo estando
E tudo aquilo que se vive,
Realmente se está vivendo?
Apenas o que existe, não sabe se é real.
Apenas sente um vazio dentro do peito.

O que será que falta para ela.
Se alguém souber, por favor, diga, grite, e a procure imediatamente.
Ela já não sabe mais o que fazer, por aonde ir.
Agora só se sente só. Dissonante não? Talvez.
Ela quer sair pelo mundo sem compromissos
E andar descalça pela rua tomando a primeira chuva do verão.
Sentir o perfume das flores,
Olhar o sol se pôr por detrás das montanhas,
Vislumbrar a lua cheia a brilhar no escuro céu
 Ver mais uma vez
A beleza das borboletas
Que não virá desde sua infância!
Ela só quer viver...

E como se vive? Qual o jeito certo de se viver?
Existe uma receita?  Sim ela tinha e seguia uma.
Acreditava que vivia...
Mas o que é viver sem poder realizar seus sonhos?
Alcançar seus objetivos.
Quais seriam seus objetivos? Eles são certos?
São certos para serem seguidos? A levarão a um lugar seguro?
Quantas e quantas dúvidas perpassam por sua cabeça.
-- Meu Deus eu quero viver!
Um grito ecoa de dentro dela, de alguma forma já tinha morrido,
Mas não sabe em que parte de sua vida isso aconteceu!
Aonde foi parar a sua alma? Ela a vendeu a alguém?
Acreditou tantas vezes que su‘alma estava lá
No entanto não;
 A alma ainda anda vagando pelos cantos procurando... Procurando

Ajudem ela encontrar sua dona. Sua dona  é um ser humano, e só quer
Se livrar do nada, viver, sorrir, ser feliz...
Se alguém encontrou o caminho da felicidade, não deixou o mapa,
Não passou esse conhecimento a ninguém.
“Precisa-se de uma carta de alforria”
Para se livrar da cadeia que se submete a vida e a alma.

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